Os desafios profissionais das mulheres no direito.

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A Rede FemiJuris e a NOZ Pesquisa e Inteligência, com objetivo identificar e mapear os problemas e desafios enfrentados por mulheres que atuam profissionalmente nas áreas jurídicas, coletaram voluntariamente percepções e experiências profissionais de 400 graduandas ou bacharéis e Direito.

Os dados levantados fazem parte do projeto “Mulheres no Direito – Desafios Profissionais”. Essa é primeira inciativa, fomentada pela parceria entre a FemiJuris e NOZ, que pretende gerar informação para ampliar e elevar a discussão sobre a questão e o papel que a área jurídica tem na igualdade de direitos entre gêneros. 


Um dos dados alarmantes da pesquisa é sobre discriminação de gênero, em que 69% das mulheres afirmaram conhecer alguma colega que já sofreu esse tipo de discriminação e 49% que elas própria já sofreram.



Quando a pergunta foi assédio moral 76% das entrevistadas conhecem alguma colega de trabalho que já sofreu esse tipo de assédio e 47% já sofreram elas, esse assédio.

Sobre o assédio sexual, 41% responderam que conhecem alguma colega de trabalho que já sofreu assédio sexual e 24% informaram que sofreram esse assédio.

Eu trabalhava em um escritório e um dos sócios tentou me beijar a força. Passei por dias complicados.” 

Se você me perguntar se essas situações prejudicam o desenvolvimento profissional dessas mulheres? A resposta será sim!


Faça um exercício empático e imagine como você se sentiria diante de situações recorrentes de questionamento da sua capacidade intelectual ou de produção? Com certeza, o sentimento de frustração, tristeza, ansiedade e confusão irão imperar em seu consciente e isso refletirá no seu dia-a-dia profissional e pessoal.


Uma colocação levantada por nossa consultora Juliana Vanin (economista de formação), foi que ao produzir a pesquisa e principalmente verificar e organizar os resultados, não imagina que nós, profissionais do direito que pleiteamos e militamos judicialmente a respeito dessas questões (discriminação e assédios por exemplo), não falamos sobre esse tipo de situação com a recorrência necessária, não trazemos para debate em nosso contexto profissional, não agimos ao nosso favor ou não usamos este conhecimento em causa própria.


Infelizmente estamos na fase da NEGOCIAÇÃO deste luto, ou seja, estamos avaliando a dor para começar a fazer algumas ponderações, imaginando possíveis soluções.

Nós da FemiJuris e a consultoria NOZ, acreditamos que informação e conhecimento tem o poder de gerar debates e transformar.


Os depoimentos e os indicadores alarmantes mostrados nesse relatório retratam os desafios diários das mulheres que atuam na área jurídica: dupla jornada, preconceito, discriminação, assédio.

Informações assim, são o primeiro passo para elevar a discussão sobre o papel que esses profissionais e a área jurídica tem na igualdade de direitos entre gêneros.


Acesse os resultados da pesquisa em: https://www.femijuris.com.br/acesso-a-pesquisa


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